sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Poseidon: o deus dos mares


Ana Maria Haddad Baptista


Ποσειδώνας


Στην Ελληνική μυθολογία ο Ποσειδώνας είναι ο θεός της θάλασσας. Γιος του Κρόνου και της Ρέας και αδελφός του Δία κατοικούσε πότε στον Όλυμπο και πότε στο παλάτι του στα βάθη της θάλασσας, όπου ζούσε και η γυναίκα του, η Νηρηίδα Αμφιτρίτη. Κατά μια εκδοχή μεγάλωσε στη Ρόδο όπου, μετά την ένωσή τους με την Αλία, αδελφή των Τελχινών, γεννήθηκαν έξι γιοι και μια κόρη, η Ρόδη, που έδωσε το όνομά της στο νησί.

Σαν θεός της θάλασσας, ο Ποσειδώνας ταξίδευε με το χρυσό άρμα του πάνω στα κύματα, που άνοιγαν χαρούμενα στο πέρασμά του, ενώ γύρω του έπαιζαν δελφίνια. Με την τρίαινά του μπορούσε τόσο να δημιουργεί τρικυμίες όσο και να ηρεμεί τα νερά. Θεωρούνταν προστάτης των ναυτικών και των ψαράδων κι ακόμα, σαν υπεύθυνο για γεωλογικά φαινόμενα όπως τους σεισμούς, του προσφέρονταν θυσίες και επικλήσεις για τη σταθερότητα του εδάφους και την ασφάλεια των κτιρίων, ενώ τιμούνταν και με ιπποδρομίες. Σύμβολά του ήταν η τρίαινα, το ψάρι (συνήθως τόννος ή δελφίνι) και σπανιότερα το άλογο ή ο ταύρος.


Na mitologia grega Poseidon é o deus do mar.
Filho de Cronos e Réia,  irmão de Zeus, vivia no Monte Olimpo, assim como em seu palácio no fundo do mar, com sua esposa, Anfitrite, uma Nereida.
 Em uma das versões, a respeito deste mito, Poseidon cresceu em Rodes, onde após a sua união com Hália, irmã de Telquines, nasceram seis filhos e uma filha, Rosa, que deu seu nome à ilha grega Rhodes (Rosa).
Como o deus do mar, Poseidon viaja com  a sua  carruagem de ouro sobre as ondas.Abre feliz  seu caminho, enquanto  brinca com os golfinhos. Com o seu tridente pode criar as tempestades e acalmar as águas.
 Considerado protetor dos marinheiros e pescadores , inclusive, como responsável por fenômenos geológicos: terremotos e outros. Oferecem-lhe sacrifícios e as invocações da estabilidade do solo, assim como a segurança de edifícios . Seus  símbolos são: o peixe (geralmente o atum), o golfinho, o tridente  e, raramente, um cavalo ou touro. [1]

 Ouçamos André Bonnard na fascinante tradução de José Saramago: 


Os Gregos começam por ser, e durante muito tempo, camponeses. Depois, marinheiros..Os deuses também. Eles habitam os campos, a floresta, os rios, as fontes. Depois, o mar. A terra grega não recebe toda a água de que precisa, ou recebe-a de uma maneira caprichosa. Os rios são raros e sagrados. Não atravessar um rio sem ter dito uma oração e lavar as mãos nas suas águas. Não urinar em sua foz de um rio ou perto das nascentes. (Conselho de Hesíodo, o camponês). Os rios passam por dar fecundidade não só aos campos, mas também ao gênero humano. Quando um rapaz se torna adulto e corta pela primeira vez seus longos cabelos, consagra-os a um rio de sua terra.
Cada rio tem a sua divindade. Este deus fluvial tem a forma de um touro de rosto humano. Ainda se encontram no folclore europeu atual gênios dos rios com forma de touro. Na Grécia, o gênio da água aparece também sob a forma de cavalo. Posídon, que se tornou um dos grandes deuses da Grécia clássica, tem relações tão estreitas com o cavalo como com a água. Um dia fez jorrar, de um golpe de um tridente, um charco de água salgada – pomposamente denominado mar – sobre a Acrópole de Atenas, como o cavalo alado Pégaso fez brotar a fonte Hipocrene com uma pancada do casco, no monte Hélicon. A forma e as funções de Posídon dependem do mester que exercem as populações que lhes prestam culto. Entre os marinheiros da Jonia, Posídon é o deus do mar. Em terra firme, e particularmente no Peloponeso, é ao mesmo tempo o deus-cavalo e dos tremores de terra. Os rios numerosos que se afundam no solo e reaparecem, por vezes, muito mais longe, passam, na crença popular, por corroer o solo e provocar abalos sísmicos.

Obs: Grande parte deste texto foi publicado na obra da autora: Georges Seféris: mar, mares, memórias.








[1] Os dois textos, o original e a tradução, foram adaptados pela autora.

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